Porta Estreita
  

Por que Deus amou o mundo?

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que  todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna"(João 3. 16)

Parada na calçada, esperando o semáforo abrir para poder atravessar, ouvi um barulho. Parecia uma 'bombinha', dessas que a molecada gosta de estralar nas ruas, para se divertir e para assustar pessoas. "Parecia", mas não era...
Só me dei conta de que as 'bombinhas' eram tiros quando o homem que se posicionava ao meu lado na calçada, também esperando o sinal abrir, simplesmente caiu, sangrando.
Olhei ao redor, vi gente correndo, tentando se esconder, e fiz o mesmo. Entrei pela porta de um boteco de esquina e me joguei no chão, atrás de uma mureta. Por cima de mim, vieram mais uns três. Foi muito rápido, mas hoje, relembrando, parece que demorou mais.
Logo que o tiroteio acabou, fomos convidados por um policial a entrar dentro de um Banco que ficava próximo e, ali, aguardar até que o tumulto terminasse.
Só mais tarde fiquei sabendo que se tratava de um assalto a um outro Banco, o Banespa, e que o homem que caíra ao meu lado, na calçada, era  justamente o gerente daquela agência. Aos que confiam em 'sorte', um conselho: desconfiem! Esse homem era gerente do Banco que estava sendo assaltado, mas ele estava na rua, e não dentro da agência, e ainda assim, foi ferido. Mais tarde, eu soube pelos noticiários da TV que ele não resistira ao ferimento.
Isso aconteceu no ano de 1994, na cidade de São José dos Campos, onde eu morava e trabalhava. Eu tinha dezessete anos, e já estava bem acostumada com coisas ruins acontecendo ao meu redor, mas me lembro que esse terrível incidente me fez pensar bastante.
A princípio, pensei em mim mesma. Eu sei, eu deveria dizer que pensei naquele homem que morreu ao meu lado, em sua família, em seus filhos, mas prefiro ser honesta: pensei em mim mesma. E talvez tenha sido a primeira vez em que eu tenha tido consciência de que "Deus não joga dados", como afirmou Albert Einstein.
Vou tentar lhe oferecer uma visão geográfica da cena que acabei de descrever:
Eu estava parada numa esquina, esperando para atravessar a rua. Do meu lado direito, o gerente do Banco Banespa (visualize, por favor). Ambos aguardávamos o sinal abrir, um ao lado do outro, e bem próximos. Não havia ninguém do meu lado esquerdo. Agora tente entender o seguinte: os tiros vieram do meu lado esquerdo, 'desviaram-se' de minha pessoa, indo atingir em cheio o homem que se posicionava exatamente AO MEU LADO.
O tiro entrou pela lateral, foi até as costas e o matou. Eu só corri depois que ele caiu, porque até então eu estava achando que eram simples 'bombinhas'. Enfim, demorei muito para entender o porquê daquela bala não ter me atingido. Será que Deus me amava mais do que àquele homem?
É claro que não, mas à época eu ainda não conseguia entender que Deus tinha propósitos para a vida de cada uma de suas criaturas. E não era seu propósito que a minha vida acabasse naquele dia.
O amor de Deus implica em oferta e renúncia, respectivamente. "Deus amou o mundo e deu seu Filho". Só que Deus JÁ AMAVA seu Filho, porque Este já existia "antes da fundação do mundo". Olhando sobre este ângulo, percebe-se a infinita grandeza desse amor divino pela humanidade: a oferta de um amor que implicou na renúncia ao próprio Filho. Não, não entenda, neste caso, renúncia como forma de "repúdio" ou "rejeição", mas como abdicação.
Deus criou um mundo perfeito, porque Ele é perfeito. "E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã o dia sexto." (Gênesis 1: 31)
Ele 'criou', não foi um fenômeno acidental. E a perfeição com a qual Ele o fez pode ser confirmada, ainda nos dias de hoje, se você sinceramente a quiser comprovar. Inúmeros cientistas e estudiosos têm feito isso.

Mas não é meu objetivo aqui provar coisa alguma a respeito de Deus e de seus feitos; não vou me emaranhar num oceano de teorias e filosofias, porque não é esse o meu propósito. Sequer a Bíblia tenta provar isto ou aquilo acerca da existência de Deus e da criação do mundo, ela já parte do ponto de que tudo isso é fato.
O que me é realmente pretendido é mostrar-lhe, não por teorias, mas por experiência, não por hipóteses, mas por comprovação, que Deus se importa com quem somos. Eu diria mais, diria que Ele se importa com a pessoa que deseja que sejamos, e Ele nos criou para que fôssemos seus amigos. Por isso nos amou, antes mesmo que viéssemos a existir. Eis o motivo pelo qual o mundo foi amado: o mundo - entenda-se 'humanidade' - é fruto do sonho de Deus.
Uma vez rompida essa relação perfeita por causa do pecado, Ele não hesitou em mandar-nos Seu próprio Filho como caminho de remissão.
A despeito de sua posição em relação ao amor de Deus, Ele te ama. E tem planos para você, que só poderão ser concluídos mediante sua aceitação. Ele conhece o exato momento de sua concepção e sabe quantos são, exatamente, os seus dias de vida sobre a face da terra.
Aquele dia fatídico poderia, sim, ter sido o dia de minha morte, mas então eu teria morrido sem conhecer a Deus e ao seu plano.  Sobre o homem que foi baleado, eu nada sei, mas Deus o sabe. E certamente, em algum ponto de sua vida, ele deve ter tido a chance de ser promovido da condição de feitura de Deus para verdadeiro filho de Deus.  Eu espero que ele o tenha feito, pois assim terá conseguido para si tesouro de inestimável valor: vida eterna.

Não sei quantas pessoas neste momento estão por aí, andando a esmo como eu andava naquela tarde. Não sei quantas têm pautado seus caminhos em coisas vãs. Quisera eu, fossem poucas as pessoas que, afastadas de Deus, não encontrassem sentido para seu próprio viver. E, por não reconhecerem sentido em absolutamente nada, ainda enredassem outras mais a chegarem à trágica conclusão descrita por Shakespeare, em Macbeth: "A vida é um conto de bulha e fúria, dita por um louco, significando nada".
De mim, o que sei é que ¨tudo, absolutamente tudo, nos céus e na terra, visível e invisível [...] todas as coisas começam nele (em Deus) e nele encontram seu propósito" (Col 1.16)
Posso dizer que, hoje, amo a esse Deus. Mas verdade é que, não importa quanto eu o ame, Ele me amou primeiro.

 



Escrito por S. Rezende às 18h30
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 Lifehouse - Everything



Escrito por S. Rezende às 18h18
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Você leu o Código da Vinci e ficou balançado? Assistiu ao filme e ficou com a pulga atrás da orelha? Então leia isto, que tá simples e resumido: http://www.probe.org/content/view/127/169/, ou a versão traduzida em http://www.hermeneutica.com.br/estudos/davinci03.html

God Bless you.

 



Escrito por S. Rezende às 16h03
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    Diante do Trono - Aos olhos do Pai


Escrito por S. Rezende às 21h06
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O nome dela é “Presente de Deus”.

 

Faz três anos que meu segundo melhor nome é “Mamãe”. (O primeiro é “Filha”, e assim me chama Deus).

Eu ainda estava meio abobada por conta dos remédios quando a vi pela primeira vez. Maravilhada, gaguejei: “Oi, Giovana. Eu sou sua mãe. Deus a abençoe, filha”.

As enfermeiras diziam: “Mas que linda menina!”. Eu sei, eu sei. Elas devem dizer isso a todas as mamães, mas, nesse caso, era e continua sendo a mais pura verdade.

Eu sentia –vejam – saudade de minha filha, porque ela já não estava mais grudada em mim, dentro de mim.

Nos poucos segundos em que a levavam para o banho ou para receber alguma vacina, eu ficava atônita de saudade. Eu não sabia, mas era nesses momentos que eu reconhecia a verdadeira ‘dor de parto’.

Senti medo quando voltamos juntas para casa. Nunca mais iria poder pensar só em mim, não tinha mais jeito – eu a amava. Profundamente, absurdamente. Um amor que nascera já havia algum tempo, quando ela ainda era um projeto de vida, um sonho no coração de Deus e no meu.

Nesses três últimos anos não sei quantas vezes ri espalhafatosamente, comemorando suas descobertas. Não sei quanto tempo de sono perdi, olhando seu rosto enquanto dormia. Não sei quantas vezes chorei ‘do nada’.

Ela me ensina, à medida que aprende. Outro dia bateu o dedinho na banheira enquanto tomava banho, então me chamou e disse: “Mamãe, fiz dodói”. Eu lhe disse que quando ela saísse do banho eu passaria um remédio. Ela fez cara de indignação, fechou os olhinhos e orou: “Senhô Jesuis, cura o dedinho da Giovana”. Fiquei pasma; eu mesma a havia ensinado a falar com Deus em horas como essa, mas não pus isso em prática. Minutos depois, ainda na banheira, ela me chamou e, mostrando o dedinho, exclamou: “Olha, mamãe! O dedinho sarô”! Fiz cara de alegre e disse: “Que bom, amor”!

Novamente ela me olhou indignada, fechou os olhos e disse: “Brigada, Jesuis. Curou o dedinho ‘dela’” (às vezes ela se refere a si mesma na terceira pessoa).

Duas palmadas! Eu recebi duas palmadas de minha filha!

A primeira quando não recorri a Deus para mostrá-la que Ele se importa com tudo o que nos acontece, e a segunda quando deixei de agradecê-Lo por isso. Acostumei-me com o corre-corre diário, e às vezes deixo momentos preciosos como esse passarem sem que eu enxergue neles a chance de ensinar à minha filha algo de bom. Tenho muito a desaprender.

Mas o que sei é que Deus me encanta, sempre e cada vez mais, através de Giovana.

Seu sorriso sem igual, seu olhar cheio de pureza, seu carinho despretensioso e o seu “eu te amo” são coisas que me fazem pisar estrelas.

 

Parabéns, Gio, anjo meu.

 

 



Escrito por S. Rezende às 21h01
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    Kirk Franklin - Ohh happy day


Escrito por S. Rezende às 20h59
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Escrito por S. Rezende às 20h43
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O ‘Natal de Cristo’ ou o ‘Cristo do Natal’?

Afinal, o que comemoramos?

 

 

Sei que não ouvi essa pergunta coincidentemente, há dias atrás.

Eu a ouvi numa igreja cristã que visitei para assistir a uma cantata natalina, e fiquei pensando muito sobre ela...

 

Queridos irmãos, muito já foi dito sobre o Natal e seu significado.

Cartões bonitos e coloridos trazem dizeres de paz, esperança e comprometimento com o futuro. Famílias se reúnem, trocam votos de felicidade, festejam, preparam comidas especiais, enfim, fazem o possível para que esta data seja relembrada com alegria no ano novo que se anuncia.

 

Mas a grande verdade de tudo isso é que muitos se voltam para o Natal de Cristo – claro, lembrando sempre que nesta data comemora-se o nascimento de Jesus – e não se importam, de fato, com o Cristo do Natal.

Muito mais do que seu nascimento, as pessoas devem se lembrar – e comemorar sim – o motivo de Ele ter-se feito homem e habitar entre nós.

E o motivo sou eu, é você, são todos os seus parentes e amigos, toda a humanidade.

A grandeza desse gesto de amor, desse nascimento, dessa concepção que se deu de forma sobrenatural, teve um propósito que se cumpriu no próprio Jesus, neste que foi o Cordeiro Imaculado de Deus.

 

Ao comemorar este Natal, não foque-se apenas no nascimento de Cristo, mas NO PRÓPRIO JESUS, em tudo o que Ele disse e fez para que nós fôssemos livres da conseqüência do nosso pecado: a morte.

 

O Nosso Deus não é um menininho frágil, envolto em pequenos trapos numa manjedoura, como tantos presépios insistem em mostrar. O Nosso Cristo não ‘nasceu’ simplesmente, até porque Ele já estava com o Pai na criação do mundo e de todas as coisas, e foi através dEle que tudo se fez.

 

Comemoremos, pois, o Cristo do Natal, o Cristo do nascimento, aliás, mais que isso, comemoremos o Cristo que NOS DÁ A CHANCE para um novo nascimento em Sua Pessoa.

 

Assim sendo, desejo-lhes sinceramente um FELIZ NATAL!!

 

 

 Soraya P. S. Rezende

 



Escrito por S. Rezende às 20h28
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Escrito por S. Rezende às 14h19
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   "Adeus, ano velho"!

                                                                  

 

Não dá para desejar ‘felicidades’ simplesmente, quando se sabe que a verdadeira felicidade está em Cristo. Não dá para desejar ‘paz’ somente, quando se sabe que a paz que excede todo entendimento é a de Cristo.

Eu me sentei frente a este computador hoje com a mesma intenção de Paulo quando escreveu a Colossos querendo refutar a heresia que estremecia a igreja - basicamente, a mistura de uma forma extrema do judaísmo de livre pensamento e o início do gnosticismo. Isso sem falar da abertura que as igrejas davam às especulações, o que fez surgir o sincretismo, uma ‘novidade’ teológica que colocava Cristo numa hierarquia, num sistema.

 

Às vezes...eu me canso de escrever. Às vezes canso de ‘bater na mesma tecla’ a todo o tempo. Mas a verdade é que a Verdade é imutável.

 

Eu ouvi certa vez um amigo dizer que ‘cristãos são previsíveis e repetitivos’. Daí perguntei o nome dele completo. Ele respondeu. Perguntei de novo, ele respondeu. Perguntei outra vez. “Tá surda, mulher?” (Ah, eu perdoei, “setenta vezes sete”, vocês sabem...)

O fato é que eu nem sei dizer quantas vezes na vida eu tive de dizer meu nome, idade e  estado civil a alguém. Realmente, sou repetitiva. Devia ter tentado “Douglas” em algumas das vezes em que perguntaram meu nome (era o nome que eu teria, se fosse homem).

 

Desde quando verdade é chavão?? Verdade é algo que ‘é’, independente do que você pense a respeito.

Enquanto eu estiver viva, a verdade para o meu nome é ‘Soraya’.  

E enquanto estivermos todos vivos (e depois de mortos também), a Verdade - com letra maiúscula - é Cristo.

 

Eu não sei em quê você se agarra nem quem você chama de ‘deus’. Não sei em que mãos você deposita suas esperanças, se é que você as tem. Não sei como você colore suas palavras para descrever seu estilo de vida sem Cristo.

Mas eu defendo o “Logos” de Paulo, A Palavra.

Sei é que o mundo ainda tem muito de Colossos, e oro para que ‘Saulos’ estejam sendo tocados e ‘Paulos’ estejam sendo levantados em todas as igrejas para dizer: “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com filosofia e vãs sutilezas”...

Sinceramente, meu querido, minha querida - e eu vou usar o Machado de Assis de novo:

“Ninguém se fie da felicidade presente; há nela uma gota da baba de Caim”.

 

Cristãos não defendem uma filosofia de vida, asceticismo, costumes religiosos. Cristãos defendem a pessoa de Cristo.

 

Logo, venho lhe desejar a paz de Cristo neste ano. Melhor, venho lhe desejar o próprio Cristo. Pois “nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (e isso deve ser melhor que o presente que o Noel deixou lá debaixo da árvore)

 

 

Jesus te ama, pessoa! Verdade é!



Escrito por S. Rezende às 00h39
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“Sociedade-supermercado”

 

Ah, é claro! Você nasceu para ser feliz, não é mesmo?

E, já que o mundo lhe oferece essa belíssima cosmovisão, você “acha” - e por que não?- que tem direito a maior variedade possível de “produtos”, certo?

O estado, a razão, o sexo, a tecnologia e - POR QUE NÃO?- Deus, devem ser convocados para promover a felicidade humana, certo? Pelo menos, é assim que reza o hedonismo.

 

Rubem Amorese define a organização social contemporânea como sendo uma pluralização de valores, idéias e costumes que nos são enfiados goela abaixo sem que esbocemos um gemido.

É o que eu disse em outro post: a máxima caetanovelosiana canta assim. “Tudo pode ser, ou não”, depende apenas da percepção subjetiva de cada indivíduo...

 

Pelo amor de Deus, diga que você não concorda com nada disso...

 

Confesso que ando meio abatida com toda essa resistência cultural e humanista. É aquela sensação já descrita por muitos, de se estar gritando em meio a uma sala repleta de gente e não ser ouvida.

Você liga a TV, e lá vem aquele turbilhão de lixo, vendendo barato o que custou caro, o que custou Sangue. Sai às ruas e nem precisa olhar muito para os lados para ver os efeitos da secularização.

As pessoas não crêem mais num valor intrínseco superior; pode-se comprar tudo a preço de banana.

E pior que isso, sempre encontram um argumento “plausível”, acreditando que todas as questões éticas, morais e religiosas não vão além de mera opção.

 

Ando abatida sim, é verdade, mas conheço o amor de Cristo, que me revigora e enche meu coração de plenitude. Como águia, vôo até Ele, descanso, recupero as energias gastas e volto ao campo de batalhas, refeita. É verdade: Jesus faz tudo novo.

 

E Ele já comprou para mim o que me é necessário.

Estou dispensando tudo o que seja outdoor, slogan, propaganda e “leve-dois-pague-um”.



Escrito por S. Rezende às 23h24
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Um sorriso só não basta

Momento de Confissão

 

Quando o pastor Robinson me convidou para estar à frente da reedição do jornal da Igreja, meu primeiro pensamento foi: “Ah, Papai! O Senhor me pegou!”

Vou explicar: há tempos eu vinha pedindo que o Senhor me apontasse um trabalho a ser desenvolvido na Igreja; algo no qual eu pudesse aproveitar o pouco que sei. Queria multiplicar os meus talentos, como na parábola.

Mas eu sempre fui uma pessoa muito tímida, aliás, nem sei se ‘tímida’ é a palavra correta. É uma sensação de ‘não querer atrapalhar, incomodar’ ninguém.

Na verdade, sempre gostei de resolver tudo sozinha. Mesmo as pequenas coisas. Por exemplo: nunca comprei uma pulseira ou um colar que eu não conseguisse fechar sozinha. Quando Giovana nasceu e eu ainda estava me recuperando da cirurgia, ficava extremamente irritada em ter que pedir ajuda pra tudo.

Até mesmo com Deus eu relutava: “Papai, vou tentar resolver de todas as formas. Se eu falhar, passo a vez pra Ti”.

Ah, ledo engano esse meu!

O próprio pastor Robinson falou algo certa vez que eu não esqueci. Ele disse: “Sabe qual o maior obstáculo que Deus enfrenta na hora de resolver os nossos problemas? É tirá-lo de nós!”

 

Pois bem, lá estava eu, feliz da vida por poder participar ativamente na Igreja e, ao mesmo tempo, lutando contra o tal sentimento que me impedia de me aproximar dos meus irmãos.

O sorriso sempre foi meu cartão de visitas. Sei que isso cativa às pessoas, mas é preciso mais que um sorriso para se desenvolver um vínculo, uma amizade, um laço de amor fraterno.

Com a responsabilidade do jornal nas mãos, comecei a notar em mim falhas graves. Por exemplo: eu não sabia os nomes de muitos dos irmãos que eu cumprimentava freqüentemente na Igreja. E não tinha reparado nisso até esse momento! Dez anos de vida cristã, e eu precisei estar à frente desse trabalho para só então enxergar essa trave nos meus olhos!

 

Agora sei que o Senhor não quis apenas me delegar um trabalho; Ele também quis tratar comigo de coisas que eu preciso mudar urgentemente em mim.

Com essa primeira reedição do jornal, tive de ir atrás dos irmãos responsáveis pelos departamentos sobre os quais eu queria falar, conversar com eles pessoalmente e por telefone, enfim, ‘incomodar’. Não no sentido pejorativo, mas acabei descobrindo que a palavra incomodar também tem por sinônimo ‘inquietar; pôr em agitação’, ou seja, nesse caso, dar um movimento verbal a tudo o que acontece na Igreja. Tive de riscar do meu vocabulário a palavra timidez e escrever em seu lugar a palavra “ousadia”, até porque timidez não é algo que agrada a Deus.

Percebi que eu sempre estive pronta ajudar quem quer que fosse que viesse até a mim, mas não estava pronta para ir até alguém.

Não foi fácil, mas o Cristo morando em mim mostrou-me como eu deveria agir.

E agora realmente entendi na prática que ‘cristão sozinho’, assim como ‘cristão que não incomoda’ é tudo lenda, coisa que não existe.

 

 

Abraço a todos.

 



Escrito por S. Rezende às 23h00
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Queridos,

Estou republicando alguns dos meus textos antigos num outro blog, cujo endereço é http://misterioinsondavel.blogspot.com/ 

Visitem-me lá também. Beijão!

 



Escrito por S. Rezende às 01h12
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Amor: elo perfeito.

 

É o que lemos em Colossenses 3.14: “Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito”.

O dicionário define essas duas palavrinhas da seguinte forma:

- elo: ligação

- perfeito: adj. 1. Em que não há defeito; que só tem qualidades boas. 2. Cabal, completo, rematado, total.

 

Realmente, o livro Uma Vida com Propósitos de Rick Warren, lida com temas que precisamos tratar profundamente em nossos corações. (O mundo já está abarrotado de ‘cristãos nominais’, que falam lindamente acerca dos planos divinos, mas não agem de acordo).

O tema da unidade 16 deste livro tem por título: “O que realmente importa”.

Fala justamente sobre o amor e o mostra como objetivo principal de uma vida cristã. A frase que abre o texto diz: “Viver consiste em amar”.

É uma frase forte, se pensarmos em termos práticos. E falo em praticidade porque o amor não é indolente, ele envolve ação. Veja o que se lê em 1 João 3.18:

“Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade”.

 

A palavra amor, na Bíblia, está diretamente relacionada com sacrifício pessoal: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (João 15.13). Sacrifício pessoal este que não significa tolerância total, antes, envolve também correção: “O Senhor corrige a quem ama” (Hebreus 12.6).

 

Quando tomamos por exemplo o amor divino, a paixão de Cristo, notamos que Jesus amou de maneira realista. Ele amou por propósito e sacrifício. “Ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (João 2,25)

Max Lucado escreveu um livro chamado “Ele Escolheu os Cravos”. Isso é amor, meus queridos. O amor diz: “Eu vejo os teus defeitos, mas escolho te amar”.

 

Não podemos, por padrões humanos, alcançar uma vida de santidade. Podemos ler, por exemplo, no capítulo 5 de Mateus, que “todo aquele que olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério em seu coração”.

Agora me responda: Podemos alcançar esses padrões elevados? Podemos ser sempre ‘bonzinhos’ a todo o momento? Somos capazes de amar aos nossos semelhantes com esta propriedade de amor?

A resposta pura e simples é “não”. Não podemos.

“Não” até que tenhamos experimentado pessoalmente o amor de Deus; “não” até que tenhamos trocado nosso coração de pedra pelo coração de carne que Cristo nos dá; e“não” até que Esse mesmo Cristo esteja habitando em nós.

Somente Jesus tem e nos dá esse poder. Fora dEle, nada disso é possível ou praticável.

 

Portanto, que seja esse amor excelente o elo a nos unir a todos em um só corpo, agora e para sempre. Amemos uns aos outros, buscando em Cristo aquilo que nunca acharemos em nós mesmos.

 

Fiquem na Paz!

 

 

 



Escrito por S. Rezende às 20h20
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“Ide [...] e pregai o Evangelho a toda criatura”.

(Marcos 16:15)

 

Quero agora falar com os cristãos, com aqueles que já convidaram a Cristo para tomar conta de suas vidas e estão vivendo a experiência de anunciar as Boas Novas àqueles que ainda não O conhecem.

 

Irmãos, precisamos ter muito cuidado e disciplina no realizar desse trabalho, porque, embora haja boa vontade, pode ser que alguns de nós estejamos usando a forma errada de propagar o plano de Deus para a humanidade.

Antes de mais nada, precisamos estar cônscios de que NÃO SOMOS NÓS que convencemos a alguém a respeito de seu pecado, mas o Espírito Santo. Há cristãos que dizem entender isso, mas valem-se de artifícios pessoais para ‘induzir’ um incrédulo a aceitar a Jesus, e o triste resultado disso são ‘conversões aparentes’, que não duram. Alguns usam de música, charme pessoal, contam ilustrações maravilhosas, mas esquecem-se de que a própria Bíblia nos diz que nada podemos fazer sem o Espírito. Independente de quais sejam as propensões naturais do homem - seus talentos - o que não podemos esquecer é que não estamos buscando seguidores pessoais, mas seguidores de Cristo. A mensagem tem que ser Cristocêntrica sempre, senão de nada vale.

Outro ponto a ser observado é que quando apresentamos Cristo a uma pessoa precisamos usar a Bíblia. O único meio pelo qual o Espírito Santo opera é a Verdade. Nossas experiências pessoais podem ser relatadas sim, como testemunho de que Jesus transforma vidas, mas não podemos nos deter somente nelas. Apresentar Deus como um ‘super-herói’ que vai solucionar todos os problemas da pessoa, pode produzir um resultado positivo ‘aparente’, mas que não será permanente. A verdadeira razão para nos tornarmos cristãos é que venhamos a ter uma correta relação com Deus.

E agora, um ponto-chave:

 

Martyn Lloyd Jones, médico, pregador e líder cristão ressaltou princípios fundamentais da apresentação do Evangelho, afirmando que, em primeiro lugar, o objetivo supremo desta obra é glorificar a Deus.  Entende isso?

A prioridade na pregação da Palavra não é salvar almas, mas partir do ponto de que Deus é Todo-Poderoso, motivo já mais que suficiente para ser adorado e glorificado.

 

Assim sendo, a verdadeira motivação da evangelização provem de um zelo pela honra e glória de Deus e de um amor pelas almas dos homens, respectivamente.

Lembrem-se de que uma decisão que não está baseada na aceitação da verdade não tem nenhum valor.

Portanto, estudemos A Palavra e obedeçamos com amor e prudência ao “Ide” de Jesus!

O material temos às mãos; o Espírito habita em nós e a Verdade dá testemunho por si mesma.

 

 

Chuva de bênçãos a todos!!

 

 

Soraya Rezende



Escrito por S. Rezende às 23h27
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Arte e cultura, sorayadepaula@yahoo.com.br


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